APÓS QUASE MORRER AFOGADA EM MEU SANGUE, VI QUE MINHA MISSÃO ERA ESPALHAR FELICIDADE

Há cinco anos, a empresária Sandra Teschner ficou entre a vida e a morte por conta de um problema de saúde causado por estresse. Ainda no hospital, ela conta que tudo mudou quando, em coma, viu um túnel com uma luz rosa e pessoas ao seu redor que transmitiam paz. Ao se recuperar, uma semana depois, Sandra decidiu que iria “espalhar a felicidade”.

Há cinco anos, Sandra Teschner ficou entre a vida e a morte por conta de um problema de saúde causado por estresse. Ainda no hospital, ela conta que tudo mudou quando, em coma, viu um túnel com uma luz rosa e pessoas ao seu redor que transmitiam paz. Ao se recuperar, uma semana depois, Sandra decidiu que iria “espalhar a felicidade”. Ela estudou fatores que influenciam uma pessoa a ser feliz no cotidiano e saiu ministrando palestras pelo mundo. Tanta dedicação lhe rendeu o certificado de Chief Happiness Officer pela Universidade da Flórida. Para Sandra, falar e ensinar como ser feliz é uma missão.

Tudo começou em julho 2014, quando ela perdeu o pai e a avó em um período de seis meses. Sandra mergulhou em seu trabalho, na época em comunicação corporativa, até que um dia, tomada pelo estresse, sofreu uma hemorragia nasal. Levada às pressas para o hospital, a empresária  afirma que entrou em coma e foi parar na UTI. As chances de sobreviver eram mínimas. Ela diz que seu irmão, cardiologista, conversou com os médicos e que a resposta foi que Sandra não passaria daquela noite.

“Eu fui entubada e levada para a sala de cirurgia. Não conseguiam diagnosticar o meu problema. Quando tentaram reparar essa hemorragia, eu aspirei meu próprio sangue e quase me afoguei. Meu pulmão estava lotado de sangue. Eu lembro que conseguia ver os médicos ao meu redor. E foi quando eu avistei um portão de madeira bem grande. Quando esse portão se abriu, eu vi um túnel, tipo esses que fica debaixo de um viaduto. E tinha uma luz muito forte rosa. Estava sendo empurrada em uma maca e as pessoas me olhavam com pena”, conta ela à Marie Claire.

“A sensação que eu tinha era de que estava em um hospício, mas via que aquelas pessoas estavam em paz, mas eu não, estava muito ansiosa em cima daquela maca olhando de um lado para o outro. Eu só queria queria saber onde estavam meu pai e a minha avó e eu não os via”, continuou.

Sandra voltou do coma dois dias depois de ser internada na UTI. “Quando acordei, estava tentando entender tudo que tinha acontecido com aquela experiência e concluí que se eu tivesse visto meu pai e a minha avó, eu não iria querer voltar. Eu só pensava em uma frase: ‘A sabedoria da vida consiste em mudar tudo o que você pode mudar, aceitar tudo o que você não pode mudar e principalmente em saber diferenciar as duas situações’. Tanto que pedi para a médica lápis e papel para escrevê-la, mas não consegui. Fiquei uma semana no hospital”, se recorda.

Foi a partir da experiência de quase morte que Sandra Teschner resolveu estudar a ciência da felicidade. Ela mergulhou em livros e criou o projeto chamado Plantando Happiness em que promete a “receita da felicidade”, unindo critérios cientificamente mais aceitos para ser feliz com as suas próprias experiências.

“Em meio as minhas pesquisas, me deparei com um curso sobre felicidade na Universidade da Flórida e fui lá ter aulas, debater com autores de grandes livros sobre o tema, participar ativamente de grupos de estudo. No banco da universidade, aprendi que cientificamente a felicidade é uma escolha, que 50% da capacidade de ser feliz é genética, 10% é resultado de acontecimentos externos e os outros 40% é possível de aprender”, explica.

“Ficou claro que minha missão seria fazer os outros entenderem que era totalmente possível aprender a ser feliz. Hoje, coloco em prática tudo o que aprendi nessa especialização e que continuo aprendendo sobre o que faz uma pessoa feliz. Após quase morrer, descobri que nasci para espalhar felicidade e isso virou meu ganha pão. Posso dizer que é um trabalho muito recompensador”, comemora.

Sandra também se dedicou a projetos sociais com crianças amputadas, com câncer e síndromes raras.

“O que mudou para mim desde minha experiência de quase morte é que não quero eliminar problemas e infortúnios. Sei que não passaremos incólumes aos obstáculos. O que importa é como reagimos a eles e isso define como vamos nos sentir. Dar é melhor que receber, não é religião, é ciência. Ser genuinamente grato te garante ver a vida pelo lado iluminado dela e reverbera em mais luz. Dá para aprender a ser feliz. E ninguém precisa quase morrer para aprender isso”, afirma.

Fonte: https://revistamarieclaire.globo.com/Mulheres-do-Mundo/noticia/2019/11/apos-quase-morrer-afogada-em-meu-sangue-vi-que-minha-missao-era-espalhar-felicidade.html

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